Agressividade das crianças: qual o motivo?

O motivo da agressividade das crianças não é todo igual, sugere um estudo publicado na revista “Development and Psychopathology”.
A resposta agressiva à frustração faz parte do começo da infância, mas é esperado que as crianças consigam gerir as suas emoções e que controlem os seus comportamentos quando iniciam a escola. As crianças que não o conseguem fazer, que agridem os seus colegas quando estão frustrados ou causam outro tipo de distúrbios na sala de aulas, apresentam um risco elevado de mais tarde se tornarem delinquentes, violentos, consumirem substâncias abusivas ou cometerem mesmo o suicido. “Assim, quanto mais cedo se intervir, melhores são as probabilidades da criança entrar no trilho certo”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lisa Gatzke-Kopp

 O estudo apurou que cerca de 90% das crianças agressivas tinham uma menor capacidade verbal ou eram fisiologicamente mais ativas. Os autores explicam que as capacidades verbais são necessárias para entender os sentimentos dos outros e expressar os sentimentos sem necessidade de recorrer à agressão. As crianças também necessitam das suas capacidades cognitivas e de execução para manipularem a informação e pensarem em alternativas à agressão. Contudo, para as crianças que têm dificuldade na expressão verbal, a agressão é a solução mais fácil quando se deparam com a frustração.
Por outro lado há crianças agressivas que apesar de terem um bom nível de expressão verbal e função cognitiva são fisiologicamente mais ativas, ou seja, são emocionalmente mais reativas e tendem a ter uma vida com mais stress.
A investigadora conclui como estes são dois processos muito diferentes, baixa capacidade verbal e reatividade, estas crianças necessitam de diferentes abordagens para se conseguir alterar o seu comportamento.

 ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Abuso psicológico pode ser tão prejudicial quanto o físico


O abuso psicológico pode causar tantos danos nas crianças quanto os físicos, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

O abuso psicológico inclui atos depreciativos, aterrorizadores, de exploração, de falta de resposta emocional, ou de corrupção de uma criança até ao ponto de a colocar em risco, explicou uma das autoras do estudo, Harriet MacMillan da Michael McMaster University School of Medicine G. DeGroote e do Offord Centre for Child Studies, no Canadá.

 "Estamos a falar de extremos e da probabilidade de dano, ou risco de dano, decorrente dos comportamentos que fazem a criança sentir-se inútil, desprezada ou indesejada", revelou a investigadora.
Um pai levantar a voz em tom estridente, depois de pedir a uma criança pela oitava vez para calçar as suas sapatilhas, não é abuso psicológico. “Contudo, gritar com uma criança todos os dias e passar a mensagem de que esta é uma pessoa terrível, e que o pai lamenta tê-la trazido a este mundo, é um exemplo de uma forma de interação muito prejudicial”, acrescenta Harriet MacMillan.

 O abuso psicológico foi descrito há mais de 25 anos, mas não tem sido reconhecido e relatado convenientemente, podendo os seus efeitos "ser tão prejudiciais quanto outros tipos de maus-tratos.".
O estudo refere que como os maus tratos psicológicos interferem com o desenvolvimento da criança, estes têm estado associados a distúrbios de afetividade, problemas de desenvolvimento, de educação e de socialização, bem como a comportamentos disruptivos.

 A investigadora dá conta que “os efeitos dos maus tratos psicológicos durante os primeiros três anos de vida podem ser particularmente profundos”.
Desta forma, os pediatras necessitam de estar atentos para a possibilidade de ocorrência de abuso psicológico. A colaboração entre pediatras, psiquiatras, psicologos e profissionais dos serviços de proteção infantil é essencial para ajudar as crianças que se encontram sob risco.

  Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Música evoca emoções positivas

A música pode evocar emoções positivas, que por sua vez pode reduzir os níveis de stress, dá conta um estudo da University of Gothenburg.
Assim, de acordo com a autora do estudo, Marie Helsing, ouvir música todos os dias, pode ser uma forma simples e eficaz de melhorar o bem-estar e a saúde.
Este estudo contou com a participação de 42 indivíduos, metade dos quais ouviam, de acordo com as suas preferências, 30 minutos de música por dia, enquanto que a outra metade foi submetida a um ambiente relaxante durante o mesmo período de tempo.
Os resultados do estudo mostraram que as emoções positivas foram sentidas mais frequentemente e mais intensamente nos indivíduos que ouviam música. Os participantes deste grupo também sentiram menos stress e apresentaram níveis baixos da hormona do stress, o cortisol. Quanto mais os participantes gostavam das músicas que ouviam, menos stress sentiam.
Contudo, Marie Helsing salienta que “quando se estuda as respostas emocionais à música, é importante relembrar que nem todas as pessoas respondem da mesma forma ao mesmo trecho de música e que a mesma pessoa pode responder de um modo diferente ao mesmo trecho em ocasiões diferentes, dependendo dos fatores individuais e das circunstâncias”.
A investigadora revela ainda que “para obter estes efeitos benéficos da música, tem que se ouvir música que se gosta”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Crise: psicólogos deveriam intervir mais




Numa altura de turbulência social, o bastonário da Ordem do Psicólogo defendeu que estes profissionais deveriam intervir mais e lamenta o facto que esta classe seja tão subaproveitada em Portugal. 
“Nós sabemos que a intervenção psicológica pode ser extremamente útil num conjunto de problemas e mais ainda em alturas de crise em que os problemas têm tendência a agudizar-se”, revelou à agência Lusa, Telmo Mourinho. 
Em situações de crise aumentam as baixas por depressão, o consumo de antidepressivos, o número de suicídios, situações que poderiam ser reduzidas com o contributo dos psicólogos. 
“Temos um papel importantíssimo ao trabalhar com as pessoas para impedir algumas destas situações e minorar outras" em termos de consultas e de melhoria do acesso aos centros de saúde na prestação de auxílio direto às pessoas, argumentou o bastonário. 
Para Telmo Mourinho, o país devia “aproveitar melhor os recursos que os psicólogos podem pôr à disposição das pessoas” em áreas como a saúde, educação e empresas. 
“Os psicólogos podem dar contributos decisivos para melhorar o estado das pessoas”, vincou, acrescentando: “Temos problemas significativos para os quais o contributo da psicologia é muito importante e deveríamos tentar fazer com que estes recursos sejam verdadeiramente aproveitados como é feito noutros países”. 
Um desses problemas é o suicídio, que está a aumentar em Portugal. Para combater esta situação, Telmo Baptista defendeu que é preciso “saber sinalizar adequadamente as pessoas que estão em risco”. Para tal deveria ser criado um sistema de sinalização através dos serviços para que as pessoas em risco possam recorrer de imediato e também ter uma resposta imediata à sua situação de extrema gravidade. 
Na opinião de Telmo Baptista, outro problema são as depressões, que têm custos elevados para o doente e para o Estado. “As alternativas psicológicas têm dado provas em muitos lugares do mundo [na luta contra esta doença]. São alternativas válidas, focadas, breves e que têm um custo/eficácia grande, comparativamente com outros aspetos como seja a medicação”, acrescentou. 

Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.


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Comparticipação nas consultas de Psicologia

As consultas de Psicologia vão passar a ser comparticipadas e a estar incluídas nos pacotes de seguros de saúde. Para este efeito, a Ordem dos Psicólogos Portugueses estabeleceu um protocolo com a companhia de Seguros AXA, de resto uma empresa já com uma longa tradição de trabalho com Ordens Profissionais.

Em breve, os cidadãos poderão usufruir de consultas de psicologia, em pacotes de 12, 18, ou mais sessões, de acordo com as suas necessidades. Além disso, o cliente não depende de outro profissional de saúde para lhe prescrever a consulta. Pode dirigir-se e marcar a consulta directamente com um psicólogo devidamente inscrito na Ordem.

Trata-se de um avanço fundamental para a prática da Psicologia, uma vez que até agora as consultas estavam completamente excluídas dos pacotes de seguros. Numa altura em que o país vive uma época de crise financeira e instabilidade, os cidadãos passam a usufruir de uma maior cobertura e melhores condição de acessibilidade às consultas de Psicologia.

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