Responsabilidade Social

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Ansiedade dos pais causa stress nos filhos

Os pais com distúrbios de ansiedade social colocam os seus próprios filhos em risco de desenvolverem stress, sugere um estudo publicado no “Child Psychiatry and Human Development”. 

O estudo apurou que os pais com ansiedade social eram menos carinhosos e afectivos para com os seus filhos, criticavam mais e questionavam a capacidade de as crianças completarem uma determinada tarefa. Como resultado, a ansiedade das crianças aumentava e caso esta se tornasse crónica poderia aumentar o risco das crianças desenvolveram um distúrbio de ansiedade avançado. 

Os investigadores chamaram atenção para o facto de o estudo não ter especificamente analisado se os comportamentos dos pais causavam ansiedade nos filhos, contudo isso ficou provado. 

Na opinião dos autores do estudo, os médicos que tratam de pais com problemas de ansiedade social deveriam ser alertados quanto à possibilidade dos filhos desses pacientes serem influenciados. 

Segundo o líder do estudo, Golda Ginsburg, “ a ansiedade social parental deveria ser considerada um factor de risco para a ansiedade na infância”. 

Os investigadores acrescentam que a ansiedade é resultante da interacção dos factores genéticos e ambientais. Apesar dos factores genéticos não poderem ser controlados, os factores ambientais podem ser alterados de forma a diminuir ou impedir a ansiedade dos filhos. 

“As crianças que têm mais propensão para a ansiedade não ficam mais ansiosas devido aos seus genes, o que é necessário é impedir que os catalisadores ambientais, neste caso, os comportamentos dos pais, desbloqueiem os mecanismos genéticos responsáveis por esta doença”, conclui a investigadora. 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Agressividade das crianças: qual o motivo?

O motivo da agressividade das crianças não é todo igual, sugere um estudo publicado na revista “Development and Psychopathology”.
A resposta agressiva à frustração faz parte do começo da infância, mas é esperado que as crianças consigam gerir as suas emoções e que controlem os seus comportamentos quando iniciam a escola. As crianças que não o conseguem fazer, que agridem os seus colegas quando estão frustrados ou causam outro tipo de distúrbios na sala de aulas, apresentam um risco elevado de mais tarde se tornarem delinquentes, violentos, consumirem substâncias abusivas ou cometerem mesmo o suicido. “Assim, quanto mais cedo se intervir, melhores são as probabilidades da criança entrar no trilho certo”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lisa Gatzke-Kopp

 O estudo apurou que cerca de 90% das crianças agressivas tinham uma menor capacidade verbal ou eram fisiologicamente mais ativas. Os autores explicam que as capacidades verbais são necessárias para entender os sentimentos dos outros e expressar os sentimentos sem necessidade de recorrer à agressão. As crianças também necessitam das suas capacidades cognitivas e de execução para manipularem a informação e pensarem em alternativas à agressão. Contudo, para as crianças que têm dificuldade na expressão verbal, a agressão é a solução mais fácil quando se deparam com a frustração.
Por outro lado há crianças agressivas que apesar de terem um bom nível de expressão verbal e função cognitiva são fisiologicamente mais ativas, ou seja, são emocionalmente mais reativas e tendem a ter uma vida com mais stress.
A investigadora conclui como estes são dois processos muito diferentes, baixa capacidade verbal e reatividade, estas crianças necessitam de diferentes abordagens para se conseguir alterar o seu comportamento.

 ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Abuso psicológico pode ser tão prejudicial quanto o físico


O abuso psicológico pode causar tantos danos nas crianças quanto os físicos, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

O abuso psicológico inclui atos depreciativos, aterrorizadores, de exploração, de falta de resposta emocional, ou de corrupção de uma criança até ao ponto de a colocar em risco, explicou uma das autoras do estudo, Harriet MacMillan da Michael McMaster University School of Medicine G. DeGroote e do Offord Centre for Child Studies, no Canadá.

 "Estamos a falar de extremos e da probabilidade de dano, ou risco de dano, decorrente dos comportamentos que fazem a criança sentir-se inútil, desprezada ou indesejada", revelou a investigadora.
Um pai levantar a voz em tom estridente, depois de pedir a uma criança pela oitava vez para calçar as suas sapatilhas, não é abuso psicológico. “Contudo, gritar com uma criança todos os dias e passar a mensagem de que esta é uma pessoa terrível, e que o pai lamenta tê-la trazido a este mundo, é um exemplo de uma forma de interação muito prejudicial”, acrescenta Harriet MacMillan.

 O abuso psicológico foi descrito há mais de 25 anos, mas não tem sido reconhecido e relatado convenientemente, podendo os seus efeitos "ser tão prejudiciais quanto outros tipos de maus-tratos.".
O estudo refere que como os maus tratos psicológicos interferem com o desenvolvimento da criança, estes têm estado associados a distúrbios de afetividade, problemas de desenvolvimento, de educação e de socialização, bem como a comportamentos disruptivos.

 A investigadora dá conta que “os efeitos dos maus tratos psicológicos durante os primeiros três anos de vida podem ser particularmente profundos”.
Desta forma, os pediatras necessitam de estar atentos para a possibilidade de ocorrência de abuso psicológico. A colaboração entre pediatras, psiquiatras, psicologos e profissionais dos serviços de proteção infantil é essencial para ajudar as crianças que se encontram sob risco.

  Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Música evoca emoções positivas

A música pode evocar emoções positivas, que por sua vez pode reduzir os níveis de stress, dá conta um estudo da University of Gothenburg.
Assim, de acordo com a autora do estudo, Marie Helsing, ouvir música todos os dias, pode ser uma forma simples e eficaz de melhorar o bem-estar e a saúde.
Este estudo contou com a participação de 42 indivíduos, metade dos quais ouviam, de acordo com as suas preferências, 30 minutos de música por dia, enquanto que a outra metade foi submetida a um ambiente relaxante durante o mesmo período de tempo.
Os resultados do estudo mostraram que as emoções positivas foram sentidas mais frequentemente e mais intensamente nos indivíduos que ouviam música. Os participantes deste grupo também sentiram menos stress e apresentaram níveis baixos da hormona do stress, o cortisol. Quanto mais os participantes gostavam das músicas que ouviam, menos stress sentiam.
Contudo, Marie Helsing salienta que “quando se estuda as respostas emocionais à música, é importante relembrar que nem todas as pessoas respondem da mesma forma ao mesmo trecho de música e que a mesma pessoa pode responder de um modo diferente ao mesmo trecho em ocasiões diferentes, dependendo dos fatores individuais e das circunstâncias”.
A investigadora revela ainda que “para obter estes efeitos benéficos da música, tem que se ouvir música que se gosta”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.