Porque devo deixar de fumar?

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente cerca de 4,9 milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, em resultado do tabagismo. Se a epidemia não for travada, a mesma organização estima que, em 2020/30, esse número chegará aos 10 milhões de pessoas por ano.
Uma vez iniciado o consumo do tabaco, rapidamente se transforma em dependência (física e psíquica), provocada por uma droga psicoactiva - a nicotina – presente na folha do tabaco.
O fumo produzido pelo consumo do tabaco contém mais de quatro mil compostos químicos com efeitos tóxicos e irritantes, dos quais mais de 40 são reconhecidos como cancerígenos.
O tabagismo não é factor de risco apenas para o próprio fumador, mas também para aqueles que, não sendo fumadores, se encontram frequentemente expostos ao fumo passivo
Estudos epidemiológicos confirmam a associação entre o tabagismo e...
  • Um terço de todos os casos de cancro;
  • 90% dos casos de cancro do pulmão;
  • Cancro do aparelho respiratório superior (lábio, língua, boca, faringe e laringe);
  • Cancro da bexiga, rim, colo do útero, esófago, estômago e pâncreas;
  • Doenças do aparelho circulatório, dos quais a doença isquémica cardíaca (25 por cento);
  • Bronquite crónica (75-80 por cento), enfisema e agravamento da asma;
  • Irritação ocular e das vias áreas superiores.

Fumar reduz a esperança média de vida em cerca de dez anos
Parar de fumar diminui o risco de morte prematura. Os ex-fumadores vivem em média mais anos do que os fumadores e reduzem o risco de virem a sofrer de uma doença cardiovascular, de cancro ou de doenças respiratórias graves e incapacitantes.
Vale a pena parar de fumar em qualquer idade. Os benefícios são tanto maiores, quanto mais cedo se parar de fumar.
Deixar de fumar pode ser difícil. Tratando-se de um hábito com dependência física e psíquica, os sintomas de privação do tabaco nem sempre se conseguem ultrapassar sem ajuda. Planeie a sua decisão calmamente e, se necessário, recorra a apoio médico e ou psicológico. Envolva família, amigos e colegas de trabalho no processo.
Consulte o médico ou o psicólogo.Eles poderão indicar-lhe medicamentos ou terapias, cuja utilização duplica o grau de sucesso de parar de fumar.
Deixar de fumar, agora é mais fácil.
Frequente os nossos programas anti tabagismo e em  duas ou três sessões, pode pôr FIM a esta terrível dependência.

Comportamentos autolesivos afetam 7% dos adolescentes

Em Portugal, cerca de sete por cento dos adolescentes já teve comportamentos autolesivos, os quais não são habitualmente detetados pelos serviços de saúde ou escolares, dá conta um estudo realizado em 14 escolas públicas da área da Grande Lisboa.

O estudo, intitulado "Comportamentos autolesivos em adolescentes: Características epidemiológicas e análise de fatores psicopatológicos, temperamento afetivo e estratégias de coping", contou com a participação de 1.713 adolescentes, com idades entre os 12 e os 20 anos, a maioria (56%) do sexo feminino, que decorreu entre 2010 e 2013.

A investigação, à qual a agência Lusa teve acesso, teve como objetivo identificar a prevalência deste problema e caracterizar de “forma pormenorizada” estes comportamentos e os jovens que os realizam. Verificou-se que 13,5% dos adolescentes tinha comportamentos autolesivos e pensamentos de autolesão.

Estes comportamentos dos jovens se cortarem, queimarem, ingerirem uma substância numa dose excessiva “significam sofrimento na adolescência. São um sinal de alarme para uma adolescência que não está a correr bem”, adiantou Daniel Sampaio, orientador do estudo.

Os jovens que relatavam autolesão apresentavam maior sintomatologia depressiva e ansiosa, assim como maiores taxas de consumo de álcool, de embriaguez, de consumo de tabaco e de utilização de drogas ilegais, assim como maior número de acontecimentos de vida negativos.

Daniel Sampaio sublinhou que os pais, a escola e a sociedade devem estar atentos a este problema, mas realçou também o papel importante dos colegas na deteção destes casos.

Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

QUANDO A DEPRESSÃO CHEGA NO OUTONO

Durante o Outono e o Inverno, os dias vão ficando gradualmente mais curtos. Com menos horas de exposição solar, muitos são os que começam a sentir melancolia e tristeza. Mas este estado de espírito pode ser, para alguns, verdadeiramente incapacitante. Trata-se de uma perturbação descrita em psiquiatria como “depressão afectiva sazonal”.
Não é nada anormal o comum dos mortais ter mais dificuldade em sair da cama quando toca o despertador nas manhãs frias de Inverno. Também não é invulgar sentir nostalgia quando acaba o Verão, com o fim das idas à praia, das férias laborais, do café tomado na esplanada a saborear a aragem. Esta nostalgia é normal e marca a passagem para uma nova estação do ano em que o recolhimento, dentro de casa e dentro de si, impera.
O que pode não ser normal são sintomas depressivos que se prologam no tempo e que se manifestam, sobretudo, nesta altura.
A depressão afectiva sazonal (Seasonal Affective Disorder – SAD) foi reconhecida como uma perturbação psicológica, em 1987, pela Associação Psiquiátrica Americana, e tem como sintomas principais cansaço, letargia, ansiedade e perturbações do sono (insónia ou sono prolongado).
Vários estudos já verificaram que, durante os meses de Inverno, os níveis de serotonina (um neurotransmissor responsável pelo humor) baixam, dado que este neurotransmissor é activado pela exposição do organismo à luz solar.
É verdade que, para a maioria de nós, a chegada do Outono é sinónimo de melancolia e introspecção, mas este estado de espírito pode ser bem direccionado, aproveitando-o para desenvolver projectos pessoais que não cabem na azáfama dos fins-de-semana de Verão. Dizem os especialistas (e o bom senso) que quem sofre desta nostalgia deve fazer uma alimentação equilibrada, ter um sono reparador, evitar o consumo de álcool e de tabaco, manter o convívio social, praticar exercício físico (que promove a libertação de endorfinas) e, acima de tudo, aproveitar a luz do sol para andar ao ar livre.


Fonte: Paula Pedro Martins in Alert

O que é depressão? Deixe que esta animação esclareça o assunto

A depressão é sim uma doença e tem afetado cada vez mais pessoas pelo mundo. Tem-se que, atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro e que de acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde, no ano de 2030 a depressão será a mais comum, entre todos os tipos de doenças.
Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma animação para mostrar de forma clara o que é a depressão, e como se livrar deste problema. Desta forma as pessoas que nunca sofreram desse mal podem entende-lo melhor.
No vídeo, a depressão é tratada como um grande cão negro e mostra as possíveis consequências dessa doença na vida de uma pessoa.

Acredito que todos nós conhecemos ou já ouvimos falar de alguém que sofreu desse mal.

Tabaco, hipertensão e diabetes aumentam risco de demência

O controlo da diabetes e da pressão arterial elevada, bem como medidas para encorajar a cessação tabágica e a diminuição do risco cardiovascular podem reduzir o risco de demência, mesmo em idade avançada, defende o relatório mundial sobre a Alzheimer 2014.

O relatório, realizado por uma equipa de investigadores liderados por Martin Prince do King's College London, no Reino Unido, constatou que a diabetes pode aumentar o risco de demência em 50%. A obesidade e a falta de atividade física são fatores de risco importantes para a diabetes e hipertensão, devendo como tal ser controlados.

O documento refere que a cessação tabágica está fortemente associada a uma redução do risco de demência. Estudos realizados sobre a incidência da demência nos indivíduos com mais de 65 anos demonstraram que os ex-fumadores apresentavam um risco similar aos que nunca tinham fumado, enquanto aqueles que continuavam a fumar apresentavam um risco bastante elevado.

Quem entra na terceira idade com o cérebro mais desenvolvido e saudável têm uma maior probabilidade de viver mais anos, feliz, mais independente, e com um risco reduzido de desenvolver demência. A promoção da saúde do cérebro é importante ao longo de toda a vida, mas é essencial na meia-idade uma vez que as alterações cerebrais podem ter início décadas antes de aparecerem os sintomas.

Adotar um estilo de vida saudável é um passo importante na prevenção de várias doenças a longo prazo, incluindo cancro, doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes, referem ainda os autores do documento.

Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.