Acupuntura pode evitar milhões de mortes anuais por tabaco

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças associadas ao tabagismo são responsáveis por seis milhões de mortes anuais. Contudo, a acupuntura pode ajudar na cessação tabágica, reduzindo a ansiedade associada à privação de nicotina.

Na cessação tabágica, a abordagem é normalmente dupla: uma sessão focada no tratamento físico da habituação e uma segunda fase dedicada à componente psicológica.

Ao longo desta última fase, a aplicação das agulhas induz a produção de hormonas de prazer, como a endorfina, serotonina e dopamina, reduzindo a ansiedade e o prazer no ato de fumar. 

O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes anuais, ultrapassando o número de vítimas da SIDA, malária e varíola juntas. Menos de 30% dos fumadores conseguem deixar de fumar sem apoio. No entanto, o acompanhamento especializado durante a cessação duplica as hipóteses de sucesso do mesmo.

Os riscos induzidos pelo consumo de tabaco incluem as doenças coronárias e do foro respiratório, bem como alguns tipos de cancro. Os efeitos nocivos do consumo de tabaco afetam não só os fumadores, como também os não fumadores. Segundo a OMS, registam-se 600 000 mortes anuais de fumadores passivos, dos quais 28 por cento são crianças.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Antidepressivos poderão ser mais prejudicais que benéficos

Estudo publicado nos “Frontiers in Psychology”

Os antidepressivos poderão apresentar mais efeitos prejudicais do que benéficos, dá conta um estudo publicado nos “Frontiers in Psychology”.

“Necessitámos de ser mais cautelosos quanto à utilização indiscriminada destes fármacos, dado que estes são prescritos, por ano, a milhões de pessoas e são tidos como seguros e eficazes”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Paul Andrews.

Os antidepressivos são desenhados para aliviar os sintomas de depressão, aumentando os níveis de serotonina no cérebro, para regular o humor. A maioria da serotonina produzida pelo organismo, é utilizada para outros fins, incluindo a digestão, a formação de coágulos de sangue nas feridas, na reprodução e no desenvolvimento.

Após terem analisado os resultados obtidos em estudos anteriores, os investigadores da McMaster University, no Canadá, verificaram que os antidepressivos têm um efeito negativo sobre todos os processos habitualmente regulados pela serotonina. Assim, o estudo apurou que a toma destes fármacos aumenta o risco de desenvolvimento de problemas na infância; problemas a nível sexual; problemas gastrointestinais como diarreia, obstipação, indigestão e flatulência; hemorragias e maior risco de acidente vascular nos idosos.

Os investigadores reviram três estudos recentes que mostraram que os idosos que tomavam antidepressivos apresentavam um maior risco de morte, do que os que não tomavam este tipo de fármacos, mesmo tendo em conta outro tipo de variáveis importantes. A elevada taxa de mortalidade indica que o efeito global dos antidepressivos é mais prejudicial do que benéfico.

A mesma equipa de investigação já tinha questionado a eficácia dos antidepressivos tendo verificado que há pacientes que têm recaídas após terem terminado os tratamentos. Assim, de acordo com Paul Andrews, é importante ter um olhar crítico sobre o uso continuado deste tipo de medicamentos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Cigarros electrónicos não parecem ajudar a deixar de fumar

Declarações do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão

A ideia de que o cigarro electrónico podia ajudar a deixar de fumar tem “falhado redondamente”, defende o presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão que aconselha antes o recurso aos métodos tradicionais de cessação tabágica.

“A ideia inicial de ir do cigarro tradicional para o electrónico para deixar de fumar não tem acontecido na prática nos nossos doentes. Essa ideia, que inicialmente podia ser muito boa, tem falhado redondamente”, disse à agência Lusa o pneumologista.

De acordo com Fernando Barata, os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros electrónicos por “um ou dois meses”, voltando depois ao tabaco tradicional.

Além de “não serem uma alternativa para deixar de fumar”, o especialista diz também que podem representar um passo para os mais jovens começarem a fumar. “Mesmo em grupos mais jovens que começam a fumar cigarro electrónico, o que vemos é depois uma passagem rápida para o cigarro tradicional”, acrescentou Fernando Barata.

O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera por isso que a cessação tabágica passa “muito mais” pelas medidas tradicionais, como consultas próprias e/ou recurso a medicação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, em Agosto, proibir a venda de cigarros electrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos. 
  
O fumo do tabaco é a causa principal do cancro do pulmão, estimando que 90% das mortes nos homens e 80% nas mulheres tenham esta causa.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Os efeitos sociais, físicos e mentais do bullying ainda são evidentes cerca de 40 anos mais tarde

Os efeitos sociais, físicos e mentais do bullying ainda são evidentes cerca de 40 anos mais tarde, dá conta um estudo publicado no “American Journal of Psychiatry”. 

O bullying é caracterizado por repetidas ações ofensivas para com crianças da mesma idade, situação na qual a vítima tem dificuldade para se defender. O estudo levado a cabo pelos investigadores do King's College London, no Reino Unido, apurou que o efeito nocivo do bullying manteve-se mesmo quando foram tidos em conta outos fatores, incluindo o QI na infância, problemas emocionais e comportamentais, estatuto socioeconómico dos pais, bem como baixo envolvimento dos mesmos na vida dos filhos.
Para este estudo os investigadores contaram com a participação de 7.771 crianças cujos pais forneceram informação sobre a exposição dos seus filhos a atos de bullying quando eles tinham entre 7 e 11 anos. As crianças foram acompanhadas até aos 50 anos de idade. 
Os investigadores constataram que 28% das crianças tinham sofrido bullying de forma ocasional e 15% de forma frequente Foi verificado que os indivíduos que na infância tinham sofrido bullying de forma ocasional tinham uma maior tendência a ter uma pior saúde física, psicológica, bem como uma mais baixa função cognitiva, aos 50 anos. Os indivíduos que tinham sofrido bullying frequentemente apresentavam um maior risco de ter depressão, distúrbios de ansiedade e pensamento suicida.
O estudo também apurou que o bullying estava associado a níveis de educação mais baixos, os homens tendiam a estar desempregados e tinham um salário mais baixo. Os indivíduos que tinham sido submetidos ao bullying apresentavam também uma maior dificuldade em manter uma relação, em terem apoio social e tendiam a ter uma menor qualidade de vida, bem como uma menor satisfação por esta. 
“Temos que por de parte a ideia de que o bullying é uma parte inevitável do crescimento. Os professores, pais e decisores políticos devem ter noção que o que acontece no ambiente escolar pode ter longas repercussões na vida das crianças”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Louise Arseneault. 
O investigador acrescentou que os programas anti-bullying são extremamente importantes, mas também é necessário focar os esforços numa intervenção precoce, para que os problemas não persistam na adolescência e idade adulta. 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.