Percentagem significativa de adolescentes portugueses em risco de depressão

Uma percentagem significativa de adolescentes portugueses apresenta sintomas depressivos (8%) ou está em risco de desenvolver depressão (19%), sendo a tendência para depressão maior nas raparigas, revela um estudo internacional realizado por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC). 

De acordo com a notícia divulgada no sítio da internet da UC, esta investigação visou traçar o perfil de risco psicológico e genético para a depressão na adolescência, assim como testar a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes.

Características temperamentais de emocionalidade negativa (tristeza, timidez, agressão, medo, etc.), estratégias de regulação emocional menos eficazes, maior número de acontecimentos de vida negativos na escola, com os amigos e com a família, bem como experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar são fatores que deixam os adolescentes mais vulneráveis à depressão, conclui a investigação que envolveu uma amostra comunitária de 3.300 adolescentes que frequentavam o 8º e o 9º ano de escolaridade e tinham uma idade média de 14 anos.

Um conjunto de aspetos permite diferenciar três grupos de adolescentes: resilientes, em risco e depressivos. Entre as variáveis que mais se associam a depressão, estão as experiências de maus-tratos a nível afetivo, problemas na escola, uma tendência para se autocriticar quando acontecimentos negativos acontecem e experienciar sintomas de ansiedade. Entre os fatores que caracterizam a resiliência, estão os sentimentos subjetivos de bem-estar e capacidade de planear o que fazer para lidar com situações negativas.


Sobre o impacto do estudo, iniciado em 2008 e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) desde 2012, Ana Paula Matos, investigadora responsável do projecto, está convicta que “os resultados obtidos irão ter um impacto de grande relevo nos conhecimentos sobre a depressão nos jovens e a forma de a prevenir e tratar. A depressão é uma das doenças mais prevalentes nas crianças e adolescentes, comprometendo o funcionamento emocional, académico e relacional”.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Pais não devem fumar para proteger saúde cardiovascular dos seus filhos

É senso comum que o tabaco faz mal à saúde e que as crianças não devem ser expostas ao fumo do tabaco. Mas um estudo publicado pelo jornal “Circulation” da Associação Americana de Cardiologia surge como mais uma forte evidência dos prejuízos do tabaco para a saúde a longo prazo, revelando que as crianças que têm pais fumadores, sendo elas próprias fumadoras passivas, têm mais risco de vir a desenvolver doenças cardíacas na idade adulta.

Os investigadores do Instituto Menzies de Investigação Médica da Universidade da Tasmânia, na Austrália – pretendiam perceber os efeitos duradouros da exposição passiva ao fumo nas crianças, e decidiram acompanhar os participantes do Estudo de Risco Cardiovascular em Jovens Finlandeses, que incluíam crianças que tinham estado expostas ao fumo do tabaco dos pais entre 1980 e 1983. Em 2001 e 2007, quando estas crianças atingiram a idade adulta, foram submetidas a ecografia da carótida. E, mais tarde, em 2014, os investigadores mediram os níveis de cotinina no sangue – um biomarcador da exposição ao fumo passivo – com base em amostras colhidas e congeladas em 1980.

Os resultados mostraram que a percentagem de crianças que apresentavam níveis não detectáveis de cotinina era mais elevada nos lares em que nenhum dos pais era fumador (84%), diminuía se apenas um dos pais fumasse (64%) e era ainda menor se ambos os pais fumassem (43%). 

Outra conclusão a que chegaram é que, independentemente de outros factores, o risco de desenvolvimento de placa de carótida (acumulação de gordura nas paredes das artérias que irrigam o cérebro) na fase adulta foi 1,7 vezes superior em crianças expostas a um ou dois pais fumadores em relação a filhos de pais que não fumam. Para além disso, o risco era 1,6 vezes superior em crianças cujos pais fumavam, mas pareciam limitar a exposição dos filhos, e quatro vezes superior nos jovens cujos pais fumavam, mas não limitavam a exposição das crianças.

Portanto, este estudo vem reforçar a ideia de que ninguém deve fumar, especialmente aqueles que têm filhos. Não fumar é um óptimo contributo para garantir uma melhor saúde cardiovascular a longo prazo para os nossos descendentes. E os autores deixam também um conselho para todos os pais que fumam ou que estão a tentar deixar de fumar: que tentem reduzir ao máximo a exposição ao fumo dos seus filhos, não fumando dentro de casa nem no carro.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

População laboral: um quinto sofre de doenças mentais

Um estudo conduzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revelou que um quinto da população laboral sofre de doença mental, dá conta uma notícia veiculada pela agência Lusa.

Segundo o relatório divulgado pela organização, ao qual a agência Lusa teve acesso, metade daquela camada populacional irá ser afetada pela doença mental em alguma altura da sua vida, o que envolve elevados custos económicos. O estudo teve por base casos de nove países-membros, bem como outras análises efetuadas desde 2012.

A diferença na taxa de atividade entre as pessoas que sofrem de doença mental e aquelas que não apresentam problemas dessa natureza varia entre 10 a 15%, nos casos ligeiros, e entre 25 a 30%, nos casos mais graves.

Os indivíduos que exercem uma atividade laboral e sofrem de doença mental leve a moderada estão sujeitos a um risco duplo de desemprego em relação a indivíduos saudáveis, em países desenvolvidos. Para quem sofre de doença mental grave, a taxa de desemprego é quatro a cinco vezes superior àqueles que não sofrem de doença mental.

Considerando o exposto, a OCDE propõe que a saúde mental seja assumida como uma prioridade no mundo do trabalho, nos sistemas de saúde e nas políticas sociais, tendo em conta o desemprego e as incapacidades. 

A organização chama ainda a atenção para o facto de muitas vezes só se começar a atuar quando o doente se encontra afastado há um longo período de tempo do mercado do trabalho, sendo importante que haja intervenção desde que o problema mental começa a afetar negativamente a educação e transição para o mundo do trabalho. 

Os professores, empresários, supervisores ou funcionários dos serviços laborais podem identificar problemas com mais facilidade e recorrer a profissionais quando necessário, adverte a OCDE. "Qualquer ação em escolas ou no lugar de trabalho terá um impacto maior e mais duradouro do que esperar até que as pessoas tenham abandonado o sistema educativo ou o mercado de trabalho", acrescenta. 

Ainda segundo a organização "os serviços integrados oferecem resultados significativamente melhores e mais rápidos", sendo que os especialistas em saúde mental devem estar envolvidos nestes serviços. Além disso, urge também adotar uma política coordenada nas áreas do trabalho, educação e saúde.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Bem-estar nas relações românticas

Um Psicólogo pode contribuir para o bem-estar nas Relações Românticas, ajudando a construir uma relação de casal saudável.

Quando existem problemas, conflitos e experiências negativas entre os casais, que estes não conseguem resolver sozinhos, um Psicólogo pode ajudar a identificar a origem desses problemas e conflitos e a decidir que mudanças são necessárias (na relação e no comportamento de cada membro do casal) de modo a que ambos possam ficar satisfeitos com e na relação.

No fundo, o Psicólogo oferece um "território neutro" no qual o casal pode pensar e comunicar sobre o seu relacionamento de forma mais objectiva, acabando com as culpabilizações e mobilizando o envolvimento efectivo de ambos na resolução adaptativa dos problemas.

As evidências científicas confirmam que um Psicólogo pode ajudar o casal a melhorar as suas interacções, o seu padrão de comunicação e de expressão emocional, promovendo mudanças de comportamento positivas nas relações românticas.

As relações românticas contribuem para a nossa saúde, felicidade e bem-estar
Fonte: Opp

Meditação abranda declínio cognitivo?

A meditação pode abrandar a perda de matéria cinzenta associada ao envelhecimento, sugere um estudo publicado na revista “Frontiers in Psychology”.
Desde 1970 que a esperança média de vida no mundo aumentou dramaticamente. No entanto, a partir dos 25 anos o volume e o peso do cérebro começam a diminuir. À medida que isto ocorre o cérebro pode começar a perder as suas capacidades funcionais. Contudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, descobriram que a meditação pode ajudar a preservar a matéria cinzenta do cérebro.
Com o envelhecimento dos baby boomers(*) e o crescimento da população idosa, a incidência do declínio cognitivo e a demência têm aumentado substancialmente.
De acordo com Eileen Luders, primeira autora do estudo, é importante que uma esperança mais longa de vida não seja acompanhada de uma qualidade de vida reduzida. “Apesar de muita da investigação se ter focado na identificação de fatores que aumentam o risco de doença mental e declínio neurodegenerativo, tem sido dada pouca atenção às abordagens que aumentam a saúde cerebral".

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(*) Baby boomer, refere-se aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que logo após a guerra houve uma explosão populacional. Nascidos entre 1943 e 1960 , hoje são indivíduos que foram jovens durante as décadas de 60 e 70 e acompanharam de perto as mudanças culturais e sociais dessas duas décadas.

Dia Mundial do Cancro - 04.Fevereiro.2015

Um Psicólogo pode ajudar

O desgaste emocional de viver com um diagnóstico de cancro e com o seu tratamento, o medo de uma recaída e o sofrimento imposto pelos problemas físicos e mentais de viver o dia-a-dia com um cancro, colocam desafios difíceis àqueles que passam por esta experiência, aos seus familiares e cuidadores. Procure ajuda. Um Psicólogo pode ajudá-lo/a a melhorar a sua qualidade de vida, potenciando o seu bem-estar e a sua Saúde Psicológica.
Fonte: OPP

Boa qualidade do sono na juventude e meia-idade previne declínio cognitivo


Investir numa boa qualidade do sono na juventude ou na meia-idade pode ser a chave para ter uma boa memória mais tarde na vida, defende um estudo publicado na revista “Perspectives on Psychological Science”.

A associação entre o sono e o desempenho cognitivo tem sido extensivamente investigada, e está cada vez mais provado e aceite que o sono afeta a capacidade de aprendizagem e memória. Contudo, os investigadores da Universidade de Baylor, nos EUA, referem que à medida que as pessoas envelhecem tendem a dormir menos e a ter menos sono de ondas lentas, o qual é importante para a memória.

Assim, neste estudo os investigadores decidiram averiguar se estas alterações de sono afetavam a função cognitiva tendo para tal revisto mais de 200 estudos. Os participantes foram divididos em três grupos distintos: jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, indivíduos de meia-idade entre os 30 e os 60, e idosos com mais de 60 anos.

Os investigadores avaliaram o número de horas que, em média, os participantes dormiam por noite, quanto tempo demoravam a adormecer, a frequência com que acordavam durante a noite e se se sentiam cansados durante o dia.

O estudo apurou que os participantes jovens e de meia-idade tendiam a dormir mais horas e a ter uma melhor qualidade de sono comparativamente com adultos mais velhos, e isso pareceu beneficiar a sua função cognitiva anos mais tarde. De acordo com os investigadores, dormir bem na meia-idade pode melhorar o funcionamento mental 28 anos mais tarde.

Contudo, verificou-se que uma boa qualidade de sono aos 70, 80 e 90 anos parece ter pouco efeito na memória. No entanto, uma boa qualidade de sono pode melhorar a saúde cardiovascular e reduzir o risco e severidade de várias doenças que afetam os idosos.

De acordo com investigadores, estes resultados sugerem que manter uma boa qualidade de sono, pelo menos no início da adulta e meia-idade, promove um melhor funcionamento cognitivo e protege contra o declínio associado à idade.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Exercício físico pode não compensar malefícios do sedentarismo

Ao contrário do que se pensa, os malefícios oriundos das longas horas que se passa sentado durante o dia poderão não ser compensados pela prática regular de exercício físico, atesta um estudo. “Mais de metade de um dia normal de uma pessoa é passado de forma sedentária – sentado, a ver televisão ou a trabalhar com um computador”, afirmou David Alter, investigador sénior da Toronto Rehab da University Health Network (UHN) e do Instituto de Ciências de Avaliação Clínica em Toronto, Canadá. O tempo passado sentado durante o dia está associado a uma maior incidência de doença cardíaca, cancro, diabetes e morte. “Evitar períodos de sedentarismo e praticar exercício regularmente são importantes para melhorar a nossa saúde e sobrevivência”. O cientista explicou que praticar meia hora de exercício diariamente, mas passar as restantes 23 horas e meia de forma sedentária não é suficiente. Sendo assim, dever-se-ia procurar diminuir o tempo de sedentarismo entre 2 a 3 horas num período de 12 horas. O investigador deixa algumas sugestões para diminuirmos o período de tempo sedentário: “ o primeiro passo é a monitorização do tempo sentado – após termos começado a contar torna-se mais provável que alteremos o nosso comportamento. Depois é estabelecer objetivos atingíveis e arranjar oportunidades de incorporar mais atividade física (e menos tempo sentados) na nossa vida diária. Por exemplo, no trabalho levante-se e movimente-se durante dois a três minutos a cada meia hora, e quando estiver a ver televisão, levante-se ou faça exercício durante a parte da publicidade”. 

Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Acupuntura pode evitar milhões de mortes anuais por tabaco

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças associadas ao tabagismo são responsáveis por seis milhões de mortes anuais. Contudo, a acupuntura pode ajudar na cessação tabágica, reduzindo a ansiedade associada à privação de nicotina.

Na cessação tabágica, a abordagem é normalmente dupla: uma sessão focada no tratamento físico da habituação e uma segunda fase dedicada à componente psicológica.

Ao longo desta última fase, a aplicação das agulhas induz a produção de hormonas de prazer, como a endorfina, serotonina e dopamina, reduzindo a ansiedade e o prazer no ato de fumar. 

O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes anuais, ultrapassando o número de vítimas da SIDA, malária e varíola juntas. Menos de 30% dos fumadores conseguem deixar de fumar sem apoio. No entanto, o acompanhamento especializado durante a cessação duplica as hipóteses de sucesso do mesmo.

Os riscos induzidos pelo consumo de tabaco incluem as doenças coronárias e do foro respiratório, bem como alguns tipos de cancro. Os efeitos nocivos do consumo de tabaco afetam não só os fumadores, como também os não fumadores. Segundo a OMS, registam-se 600 000 mortes anuais de fumadores passivos, dos quais 28 por cento são crianças.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Antidepressivos poderão ser mais prejudicais que benéficos

Estudo publicado nos “Frontiers in Psychology”

Os antidepressivos poderão apresentar mais efeitos prejudicais do que benéficos, dá conta um estudo publicado nos “Frontiers in Psychology”.

“Necessitámos de ser mais cautelosos quanto à utilização indiscriminada destes fármacos, dado que estes são prescritos, por ano, a milhões de pessoas e são tidos como seguros e eficazes”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Paul Andrews.

Os antidepressivos são desenhados para aliviar os sintomas de depressão, aumentando os níveis de serotonina no cérebro, para regular o humor. A maioria da serotonina produzida pelo organismo, é utilizada para outros fins, incluindo a digestão, a formação de coágulos de sangue nas feridas, na reprodução e no desenvolvimento.

Após terem analisado os resultados obtidos em estudos anteriores, os investigadores da McMaster University, no Canadá, verificaram que os antidepressivos têm um efeito negativo sobre todos os processos habitualmente regulados pela serotonina. Assim, o estudo apurou que a toma destes fármacos aumenta o risco de desenvolvimento de problemas na infância; problemas a nível sexual; problemas gastrointestinais como diarreia, obstipação, indigestão e flatulência; hemorragias e maior risco de acidente vascular nos idosos.

Os investigadores reviram três estudos recentes que mostraram que os idosos que tomavam antidepressivos apresentavam um maior risco de morte, do que os que não tomavam este tipo de fármacos, mesmo tendo em conta outro tipo de variáveis importantes. A elevada taxa de mortalidade indica que o efeito global dos antidepressivos é mais prejudicial do que benéfico.

A mesma equipa de investigação já tinha questionado a eficácia dos antidepressivos tendo verificado que há pacientes que têm recaídas após terem terminado os tratamentos. Assim, de acordo com Paul Andrews, é importante ter um olhar crítico sobre o uso continuado deste tipo de medicamentos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Cigarros electrónicos não parecem ajudar a deixar de fumar

Declarações do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão

A ideia de que o cigarro electrónico podia ajudar a deixar de fumar tem “falhado redondamente”, defende o presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão que aconselha antes o recurso aos métodos tradicionais de cessação tabágica.

“A ideia inicial de ir do cigarro tradicional para o electrónico para deixar de fumar não tem acontecido na prática nos nossos doentes. Essa ideia, que inicialmente podia ser muito boa, tem falhado redondamente”, disse à agência Lusa o pneumologista.

De acordo com Fernando Barata, os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros electrónicos por “um ou dois meses”, voltando depois ao tabaco tradicional.

Além de “não serem uma alternativa para deixar de fumar”, o especialista diz também que podem representar um passo para os mais jovens começarem a fumar. “Mesmo em grupos mais jovens que começam a fumar cigarro electrónico, o que vemos é depois uma passagem rápida para o cigarro tradicional”, acrescentou Fernando Barata.

O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera por isso que a cessação tabágica passa “muito mais” pelas medidas tradicionais, como consultas próprias e/ou recurso a medicação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, em Agosto, proibir a venda de cigarros electrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos. 
  
O fumo do tabaco é a causa principal do cancro do pulmão, estimando que 90% das mortes nos homens e 80% nas mulheres tenham esta causa.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Os efeitos sociais, físicos e mentais do bullying ainda são evidentes cerca de 40 anos mais tarde

Os efeitos sociais, físicos e mentais do bullying ainda são evidentes cerca de 40 anos mais tarde, dá conta um estudo publicado no “American Journal of Psychiatry”. 

O bullying é caracterizado por repetidas ações ofensivas para com crianças da mesma idade, situação na qual a vítima tem dificuldade para se defender. O estudo levado a cabo pelos investigadores do King's College London, no Reino Unido, apurou que o efeito nocivo do bullying manteve-se mesmo quando foram tidos em conta outos fatores, incluindo o QI na infância, problemas emocionais e comportamentais, estatuto socioeconómico dos pais, bem como baixo envolvimento dos mesmos na vida dos filhos.
Para este estudo os investigadores contaram com a participação de 7.771 crianças cujos pais forneceram informação sobre a exposição dos seus filhos a atos de bullying quando eles tinham entre 7 e 11 anos. As crianças foram acompanhadas até aos 50 anos de idade. 
Os investigadores constataram que 28% das crianças tinham sofrido bullying de forma ocasional e 15% de forma frequente Foi verificado que os indivíduos que na infância tinham sofrido bullying de forma ocasional tinham uma maior tendência a ter uma pior saúde física, psicológica, bem como uma mais baixa função cognitiva, aos 50 anos. Os indivíduos que tinham sofrido bullying frequentemente apresentavam um maior risco de ter depressão, distúrbios de ansiedade e pensamento suicida.
O estudo também apurou que o bullying estava associado a níveis de educação mais baixos, os homens tendiam a estar desempregados e tinham um salário mais baixo. Os indivíduos que tinham sido submetidos ao bullying apresentavam também uma maior dificuldade em manter uma relação, em terem apoio social e tendiam a ter uma menor qualidade de vida, bem como uma menor satisfação por esta. 
“Temos que por de parte a ideia de que o bullying é uma parte inevitável do crescimento. Os professores, pais e decisores políticos devem ter noção que o que acontece no ambiente escolar pode ter longas repercussões na vida das crianças”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Louise Arseneault. 
O investigador acrescentou que os programas anti-bullying são extremamente importantes, mas também é necessário focar os esforços numa intervenção precoce, para que os problemas não persistam na adolescência e idade adulta. 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Porque devo deixar de fumar?

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente cerca de 4,9 milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, em resultado do tabagismo. Se a epidemia não for travada, a mesma organização estima que, em 2020/30, esse número chegará aos 10 milhões de pessoas por ano.
Uma vez iniciado o consumo do tabaco, rapidamente se transforma em dependência (física e psíquica), provocada por uma droga psicoactiva - a nicotina – presente na folha do tabaco.
O fumo produzido pelo consumo do tabaco contém mais de quatro mil compostos químicos com efeitos tóxicos e irritantes, dos quais mais de 40 são reconhecidos como cancerígenos.
O tabagismo não é factor de risco apenas para o próprio fumador, mas também para aqueles que, não sendo fumadores, se encontram frequentemente expostos ao fumo passivo
Estudos epidemiológicos confirmam a associação entre o tabagismo e...
  • Um terço de todos os casos de cancro;
  • 90% dos casos de cancro do pulmão;
  • Cancro do aparelho respiratório superior (lábio, língua, boca, faringe e laringe);
  • Cancro da bexiga, rim, colo do útero, esófago, estômago e pâncreas;
  • Doenças do aparelho circulatório, dos quais a doença isquémica cardíaca (25 por cento);
  • Bronquite crónica (75-80 por cento), enfisema e agravamento da asma;
  • Irritação ocular e das vias áreas superiores.

Fumar reduz a esperança média de vida em cerca de dez anos
Parar de fumar diminui o risco de morte prematura. Os ex-fumadores vivem em média mais anos do que os fumadores e reduzem o risco de virem a sofrer de uma doença cardiovascular, de cancro ou de doenças respiratórias graves e incapacitantes.
Vale a pena parar de fumar em qualquer idade. Os benefícios são tanto maiores, quanto mais cedo se parar de fumar.
Deixar de fumar pode ser difícil. Tratando-se de um hábito com dependência física e psíquica, os sintomas de privação do tabaco nem sempre se conseguem ultrapassar sem ajuda. Planeie a sua decisão calmamente e, se necessário, recorra a apoio médico e ou psicológico. Envolva família, amigos e colegas de trabalho no processo.
Consulte o médico ou o psicólogo.Eles poderão indicar-lhe medicamentos ou terapias, cuja utilização duplica o grau de sucesso de parar de fumar.
Deixar de fumar, agora é mais fácil.
Frequente os nossos programas anti tabagismo e em  duas ou três sessões, pode pôr FIM a esta terrível dependência.

Comportamentos autolesivos afetam 7% dos adolescentes

Em Portugal, cerca de sete por cento dos adolescentes já teve comportamentos autolesivos, os quais não são habitualmente detetados pelos serviços de saúde ou escolares, dá conta um estudo realizado em 14 escolas públicas da área da Grande Lisboa.

O estudo, intitulado "Comportamentos autolesivos em adolescentes: Características epidemiológicas e análise de fatores psicopatológicos, temperamento afetivo e estratégias de coping", contou com a participação de 1.713 adolescentes, com idades entre os 12 e os 20 anos, a maioria (56%) do sexo feminino, que decorreu entre 2010 e 2013.

A investigação, à qual a agência Lusa teve acesso, teve como objetivo identificar a prevalência deste problema e caracterizar de “forma pormenorizada” estes comportamentos e os jovens que os realizam. Verificou-se que 13,5% dos adolescentes tinha comportamentos autolesivos e pensamentos de autolesão.

Estes comportamentos dos jovens se cortarem, queimarem, ingerirem uma substância numa dose excessiva “significam sofrimento na adolescência. São um sinal de alarme para uma adolescência que não está a correr bem”, adiantou Daniel Sampaio, orientador do estudo.

Os jovens que relatavam autolesão apresentavam maior sintomatologia depressiva e ansiosa, assim como maiores taxas de consumo de álcool, de embriaguez, de consumo de tabaco e de utilização de drogas ilegais, assim como maior número de acontecimentos de vida negativos.

Daniel Sampaio sublinhou que os pais, a escola e a sociedade devem estar atentos a este problema, mas realçou também o papel importante dos colegas na deteção destes casos.

Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

QUANDO A DEPRESSÃO CHEGA NO OUTONO

Durante o Outono e o Inverno, os dias vão ficando gradualmente mais curtos. Com menos horas de exposição solar, muitos são os que começam a sentir melancolia e tristeza. Mas este estado de espírito pode ser, para alguns, verdadeiramente incapacitante. Trata-se de uma perturbação descrita em psiquiatria como “depressão afectiva sazonal”.
Não é nada anormal o comum dos mortais ter mais dificuldade em sair da cama quando toca o despertador nas manhãs frias de Inverno. Também não é invulgar sentir nostalgia quando acaba o Verão, com o fim das idas à praia, das férias laborais, do café tomado na esplanada a saborear a aragem. Esta nostalgia é normal e marca a passagem para uma nova estação do ano em que o recolhimento, dentro de casa e dentro de si, impera.
O que pode não ser normal são sintomas depressivos que se prologam no tempo e que se manifestam, sobretudo, nesta altura.
A depressão afectiva sazonal (Seasonal Affective Disorder – SAD) foi reconhecida como uma perturbação psicológica, em 1987, pela Associação Psiquiátrica Americana, e tem como sintomas principais cansaço, letargia, ansiedade e perturbações do sono (insónia ou sono prolongado).
Vários estudos já verificaram que, durante os meses de Inverno, os níveis de serotonina (um neurotransmissor responsável pelo humor) baixam, dado que este neurotransmissor é activado pela exposição do organismo à luz solar.
É verdade que, para a maioria de nós, a chegada do Outono é sinónimo de melancolia e introspecção, mas este estado de espírito pode ser bem direccionado, aproveitando-o para desenvolver projectos pessoais que não cabem na azáfama dos fins-de-semana de Verão. Dizem os especialistas (e o bom senso) que quem sofre desta nostalgia deve fazer uma alimentação equilibrada, ter um sono reparador, evitar o consumo de álcool e de tabaco, manter o convívio social, praticar exercício físico (que promove a libertação de endorfinas) e, acima de tudo, aproveitar a luz do sol para andar ao ar livre.


Fonte: Paula Pedro Martins in Alert

O que é depressão? Deixe que esta animação esclareça o assunto

A depressão é sim uma doença e tem afetado cada vez mais pessoas pelo mundo. Tem-se que, atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro e que de acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde, no ano de 2030 a depressão será a mais comum, entre todos os tipos de doenças.
Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma animação para mostrar de forma clara o que é a depressão, e como se livrar deste problema. Desta forma as pessoas que nunca sofreram desse mal podem entende-lo melhor.
No vídeo, a depressão é tratada como um grande cão negro e mostra as possíveis consequências dessa doença na vida de uma pessoa.

Acredito que todos nós conhecemos ou já ouvimos falar de alguém que sofreu desse mal.

Tabaco, hipertensão e diabetes aumentam risco de demência

O controlo da diabetes e da pressão arterial elevada, bem como medidas para encorajar a cessação tabágica e a diminuição do risco cardiovascular podem reduzir o risco de demência, mesmo em idade avançada, defende o relatório mundial sobre a Alzheimer 2014.

O relatório, realizado por uma equipa de investigadores liderados por Martin Prince do King's College London, no Reino Unido, constatou que a diabetes pode aumentar o risco de demência em 50%. A obesidade e a falta de atividade física são fatores de risco importantes para a diabetes e hipertensão, devendo como tal ser controlados.

O documento refere que a cessação tabágica está fortemente associada a uma redução do risco de demência. Estudos realizados sobre a incidência da demência nos indivíduos com mais de 65 anos demonstraram que os ex-fumadores apresentavam um risco similar aos que nunca tinham fumado, enquanto aqueles que continuavam a fumar apresentavam um risco bastante elevado.

Quem entra na terceira idade com o cérebro mais desenvolvido e saudável têm uma maior probabilidade de viver mais anos, feliz, mais independente, e com um risco reduzido de desenvolver demência. A promoção da saúde do cérebro é importante ao longo de toda a vida, mas é essencial na meia-idade uma vez que as alterações cerebrais podem ter início décadas antes de aparecerem os sintomas.

Adotar um estilo de vida saudável é um passo importante na prevenção de várias doenças a longo prazo, incluindo cancro, doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes, referem ainda os autores do documento.

Fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Inicio das aulas … Atenção ao sono das crianças

Os profissionais de saúde deviam ensinar os pacientes mais novos e os seus pais a adotarem medidas que poderão melhorar a qualidade do sono incluindo uma hora de deitar consistente, limitação de ingestão de bebidas com cafeína no final do dia e ausência de aparelhos de alta tecnologia no quarto.

Todas estas medidas ajudam a promover bons hábitos de sono, o que também pode aumentar o estado de alerta na escola ou trabalho, melhorar o humor e aumentar a qualidade de vida na sua totalidade.
As crianças que não dormem consistentemente as horas necessárias apresentam obesidade e adiposidade aumentadas aos sete anos de idade, dá conta um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
Neste estudo as horas de sono foram consideradas insuficientes no caso das crianças entre os seis meses e os dois anos dormirem menos de 12 horas, entre os três e os quatro dormirem menos de 10 horas e entre os cinco e os sete anos dormirem menos de 9 horas. 
O estudo apurou que as crianças com as classificações de sono mais baixas apresentaram os níveis mais elevados das medições corporais que refletiam a obesidade e a adiposidade, incluindo a gordura abdominal que é considerada especialmente perigosa. Esta associação foi consistente em todas as idades, o que indica que não há um período crítico específico para a interação entre o sono e o peso.

Os investigadores constataram que as classificações de sono mais baixas foram mais comuns entre as crianças cujas famílias tinham rendimentos mais baixos, educação materna mais baixa e entre as minorias raciais e étnicas.

Depressão e doença cardíaca estão associadas


Investigadores americanos propuseram uma nova subespecialidade para diagnosticar e tratar os pacientes que sofrem de depressão e de doenças cardíacas - a psicocardiologia.
O stress é um fator muito importante para o conhecimento da associação entre a depressão e as doenças cardíacas. O stress pode conduzir à depressão, e esta por seu lado pode tornar-se stressante. O sistema imunológico responde ao stress da mesma forma que combate uma doença ou infeção. Em resposta ao stress, o sistema imune produz proteínas chamadas de citoquinas. Inicialmente esta resposta inflamatória protege contra o stress. Contudo, com o passar do tempo, a resposta inflamatória crónica pode conduzir ao aparecimento da arteriosclerose e à doença cardiovascular
ALERT Life Sciences Computing, S.A.