Meditação abranda declínio cognitivo?

A meditação pode abrandar a perda de matéria cinzenta associada ao envelhecimento, sugere um estudo publicado na revista “Frontiers in Psychology”.
Desde 1970 que a esperança média de vida no mundo aumentou dramaticamente. No entanto, a partir dos 25 anos o volume e o peso do cérebro começam a diminuir. À medida que isto ocorre o cérebro pode começar a perder as suas capacidades funcionais. Contudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, descobriram que a meditação pode ajudar a preservar a matéria cinzenta do cérebro.
Com o envelhecimento dos baby boomers(*) e o crescimento da população idosa, a incidência do declínio cognitivo e a demência têm aumentado substancialmente.
De acordo com Eileen Luders, primeira autora do estudo, é importante que uma esperança mais longa de vida não seja acompanhada de uma qualidade de vida reduzida. “Apesar de muita da investigação se ter focado na identificação de fatores que aumentam o risco de doença mental e declínio neurodegenerativo, tem sido dada pouca atenção às abordagens que aumentam a saúde cerebral".

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(*) Baby boomer, refere-se aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que logo após a guerra houve uma explosão populacional. Nascidos entre 1943 e 1960 , hoje são indivíduos que foram jovens durante as décadas de 60 e 70 e acompanharam de perto as mudanças culturais e sociais dessas duas décadas.