As redes sociais podem realmente causar solidão

Estudo publicado na “Journal of Social and Clinical Psychology”
20 novembro 2018

O uso das redes sociais pode realmente causar solidão e um menor bem-estar, indica um novo estudo.

Conduzido por investigadores liderados por Melissa Hunt da Universidade da Pensilvânia, EUA, este estudo foi o primeiro (estudo) experimental a analisar o impacto psicológico das redes sociais Snapchat, Facebook e Instagram em jovens universitários.

A equipa recrutou 143 estudantes e escolheu aquelas redes sociais pois são as mais populares entre os jovens. Foi pedido aos participantes que respondessem a um questionário no início do estudo para avaliar o seu-bem-estar e estado de humor. 

Os voluntários partilharam ainda uma semana de dados dos seus “smartphones” com os investigadores para demonstrar os seus hábitos atuais de uso das redes sociais.

Cada participante foi depois atribuído, de forma aleatória, a um de dois grupos. Aos participantes do primeiro grupo foi pedido que continuassem a usar as redes sociais como habitualmente; aos do segundo grupo foi pedido que usassem o Snapchat, Facebook e Instagram durante apenas 10 minutos por dia, num total de 30 minutos. 

Ao longo das três semanas seguintes, os participantes partilharam os dados dos seus “smarphones” com os investigadores e voltaram a responder a questionários que pretendiam avaliar vários fatores como a ansiedade, depressão, solidão e medo de “ficarem de fora”. 

Os resultados revelaram que o grupo que tinha reduzido o tempo despendido com as plataformas sociais apresentava diminuições significativas na depressão e solidão. Segundo os autores, estes efeitos eram mais pronunciados nos estudantes que se sentiam mais deprimidos no início do estudo. 

“É um pouco irónico que o facto de reduzir o nosso uso das redes sociais nos faça, com efeito, sentir menos sozinhos”, concluiu Melissa Hunt, apontando que quando observamos as vidas dos outros, especialmente no Instagram, ficamos com a ideia que são bem mais agradáveis do que a nossa. Posto isto, a investigadora aconselha os utilizadores a passarem menos tempo com aquelas plataformas e mais tempo com as suas atividades e pessoas que conhecem.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Cancro do pulmão matou mais mulheres em 2015

Segundo o relatório do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, apresentado hoje, dia 21 , mais mulheres morreram vítimas de cancro do pulmão no ano de 2015. Ao todo, perderam a vida 980 mulheres, mais 130 do que no ano anterior, o que corresponde a um aumento “significativo” de 15%, ao passo que nos homens a mortalidade por este tipo de cancro desceu pelo segundo ano consecutivo, embora continuem a morrer muitos mais (3.035).
“Embora esperado, este aumento da mortalidade por cancro do pulmão nas mulheres é preocupante. As mulheres começaram a fumar mais e estamos apagar agora a diminuição da assimetria de género no consumo de tabaco”,explicou Nuno Miranda, diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, acrescentando que “as mulheres têm cancro do pulmão mais cedo do que os homens”.
No relatório é dito, aliás, que este aumento, “previsivelmente vai-se acentuar nos anos mais próximos, em linha como a diminuição da assimetria de género, no consumo de tabaco nas idades mais jovens”.
E é por isso que é tão importante reforçar a “luta antitabágica, junto das idades mais jovens, e em particular no sexo feminino”. Até porque o cancro do pulmão é o mais mortífero de todos.
Fonte: Observador
Imagem: Internet

A DEPRESSÃO NÃO É "FITA"

A depressão é um dos problemas de saúde mental mais comuns.
Pode fazer-nos sentir tristes, desesperados,  inúteis e sem valor, desmotivados e exaustos. Pode afetar a nossa auto-estima, o nosso sono, o apetite e o desejo sexual, podendo interferir com as nossas atividades diárias e, às vezes, com a nossa saúde física

A depressão manifesta-se:
Nos nossos sentimentos (sentimo-nos tristes, desesperados ou vazios; choramos facilmente e isolamo-nos dos outros);

Nos nossos pensamentos (temos dificuldade em nos concentrarmos e tomarmos decisões; culpamo-nos por tudo e vemos sempre o lado negativo do que acontece);

Nos nossos comportamentos (deixamos de fazer atividades que nos davam prazer, evitamos situações e não nos  apetece falar) e

No nosso corpo (temos dificuldade em dormir ou dormimos demasiado; sentimo-nos sem energia e perdemos o apetite ou comemos em excesso; consumimos mais tabaco ou álcool do que é habitual).

A DEPRESSÃO NÃO É "FITA" NEM "FALTA DE FORÇA DE VONTADE". A DEPRESSÃO NÃO SE RESOLVE COM "PENSAMENTO POSITIVO" NEM BASTA A PESSOA "REAGIR".

Se está deprimido, pode sentir que nada nem ninguém o conseguirá ajudar. Mas isso não é verdade: existem tratamentos eficazes para a depressão. A maior parte das pessoas recupera de episódios e períodos depressivos.